“As que se foram, as que estão e as que virão”
Na homenagem que presto essa semana às mulheres brasileiras pela passagem de seu dia – 08.03 – e como conversamos ontem, publico neste blog mais uma série de depoimentos de companheiras batalhadoras:
“Nessa consolidação dos 100 anos do Dia Internacional da Mulher, quero lembrar revolucionárias pioneiras em mostrar a que viemos, o que buscamos, nossas potencialidades e fragilidades. Clara Zetkin, Rosa Luxemburgo, Olga Benário, Anita Garibaldi e tantas outras que nos orgulharam e alegraram com suas atitudes intensas, inteligentes, apaixonadas e estratégicas. A todas as mulheres, as várias guerreiras anônimas que se foram, que estão e que virão nossas homenagens”. Luizianne Lins, prefeita de Fortaleza.
“Éramos esposas, submissas ou apenas mães. Agora, somos eleitoras, profissionais, militantes, companheiras. Ser Mulher… Tantos foram, são e serão seus papéis. De um destino individual, hoje estamos inscritas para sempre na ordem coletiva. Somos muitas e seremos ainda mais, e continuaremos donas do nosso próprio destino. Só tenho a agradecer a todas as mulheres batalhadoras que conseguiram libertar outras tantas da domesticidade. Foi pela luta de todas essas mulheres que hoje sou dona de minha própria vontade. O Dia Internacional da Mulher merece ser lembrado e comemorado.” Stella Bruna, advogada.
“Nós podemos dizer que as mulheres constroem no dia a dia a qualidade de vida”. Angela Guadagnin, vereadora (São José dos Campos/SP).
“O 8 de março é um momento para comemorarmos conquistas importantes da luta de décadas das mulheres. Mas é também, um momento para reforçarmos o papel histórico que temos no presente e no combate às desigualdades que ainda sofremos. Apesar das conquistas do governo Lula, ainda vivemos numa sociedade desigual, com diferenças salariais entre homens e mulheres, por exemplo. Basta olharmos também a representatividade na política. Ela demonstra mais do que nunca que estamos a anos luz de conquistar uma participação efetiva das mulheres. Temos que reforçar a igualdade na participação política. Também o respeito às diferenças que são riquezas na composição do mosaico que é a sociedade brasileira, no sentido de construirmos um país mais justo”. Severine Macedo – Secretária Nacional de Juventude do PT.
“As mãos que semeiam, as mãos que fazem o pão, as mãos que acariciam, as mãos que educam, as mãos que partilham a colheita são as mesmas mãos fortes que fazem acontecer a paz”. Luci Choinacki (dirigente do PT/SC).
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