TSE quer por camisa de força nas campanhas
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) legisla – papel que não lhe cabe, e sim ao Parlamento – e faz de tudo para colocar uma camisa de força nas eleições. Antes a proibição de visitar ou inaugurar obras a partir de julho valia só para candidatos a cargos executivos. Mas, agora, a pretexto de impedir o uso da máquina do governo, o TSE a estendeu a todos os candidatos – a deputado estadual e federal e a senador.
Qual é o problema do candidato visitar obras e participar de inaugurações? Se a proibição tivesse sentido ele não poderia também apresentar as obras e os programas de seu partido e dele mesmo como filiado e candidato da legenda - e muitas vezes como governo, secretário ou ministro – também nos programas de rádio ou TV. Tampouco incluí-la na propaganda escrita e nos comícios, como realizações de sua legenda e governo.
Não deveria haver nenhuma restrição a essas visitas e inaugurações. A menos que haja outra intenção, a de proibir quem tem a fazê-las para beneficiar a oposição que até por estar fora do governo não fez obras.